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Liberado após guerra na Série D, goleiro ex-Grêmio diz que só se defendeu
Liberado após guerra na Série D, goleiro ex-Grêmio diz que só se defendeu
03/11/2014

Detido durante a verdadeira guerra que aconteceu neste sábado na partida entre Brasil de Pelotas e Londrina, no Estádio do Café, Eduardo Martini se explicou neste domingo. O goleiro, que foi liberado na madrugada deste domingo, negou que tenha iniciado as cenas de violência protagonizadas no local e que tentou ajudar um cinegrafista que estava apanhando atrás do gol.

Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, Martini afirma que tudo começou quando Rogério Zimmerman, treinador do Brasil de Pelotas foi expulso. A primeira informação era de que o técnico não quis deixar o gramado, mas, segundo o goleiro, não foi o que aconteceu. Zimmerman não conseguiu sair do local porque foi surpreendido por pessoas não credenciadas no gramado.

O comandante teria levado chutes e pontapés e ficou encurralado. Em seguida, as pessoas não identificadas no gramado começaram a agredir um cinegrafista da rede RBS que teria filmado a violência contra o técnico do Brasil de Pelotas. Foi então que Eduardo Martini interveio e também foi agredido, o que forçou uma reação mais firme para se defender. O caso foi supostamente mal interpretado e o arqueiro acabou detido e levado para a delegacia.

Veja a entrevista completa de Eduardo Martini:

O que aconteceu no momento da briga?

"Quando o nosso treinador foi expulso, ele não conseguiu sair do campo. O pessoal o abordou no meio do caminho e começou a dar soco e ponta pé. Ele queria sair do campo, mas não tinha como. Tinha muita gente atrás do gol que não era credenciada e ele teve que se refugiar dentro do campo novamente. Aí o cinegrafista da RBS filmou tudo e quando viram que alguém havia filmado foram atrás dele. Tem uma foto muito clara de umas 15 pessoas chutando o cinegrafista no chão. Eu entrei porque na verdade eu não ia brigar, entrei porque os caras estavam chutando o cinegrafista esse foi o problema. Foi quando um rapaz que me deu um soco no rosto e fui a nocaute. Eu não esperava o soco. Aí o árbitro disse que tanto eu como o lateral esquerdo do Londrina seríamos expulsos."

E o que aconteceu na delegacia?

"Na verdade todo mundo achava que eu tinha chutado uma pessoa no chão. Então o delegado esperou o laudo do médico porque eles prestaram queixa contra mim. O câmera foi a meu favor e até brincou dizendo que eu tinha sido o anjo o da guarda dele, senão ele estaria levando chute e ponta pé até agora. O outro rapaz fez corpo de delito e depois nós somos liberados, agora vamos ver como vai caminhar este processo. Eu cheguei no hotel às 5 da manhã."

Como estava o clima para a partida?

"Nós fomos tratados como delinquentes. Chegamos e o pessoal do Londrina tentando fazer um futebol retrógrado, de 1970. Não nos colocaram no vestiário principal, nos colocaram em um vestiário pequeno, não daria para se trocar seis pessoas. Nós já tínhamos o acesso e eles falaram a semana inteira que seria a 'batalha do Café', a guerra e tal. Infelizmente aconteceu o que eles falaram a semana inteira. Houve um descontrole total da equipe deles, principalmente quando nós tivemos o placar a nosso favor e realmente ficou incontrolável a situação."

UOL

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